Químicos de Santa Catarina rumo à greve geral de 28 de abril

Os sindicatos patronais receberam um documento justificando esta posição, ressaltando a importância da mobilização nacional em protesto às mudanças

Luís Alberto Alves/Comunicação CNTQ

As reformas propostas pelo governo federal, em especial as da previdência, trabalhista e da ampliação da terceirização dos serviços, não afeta apenas os trabalhadores, mas também as empresas e os empresários. Se aprovadas estas reformas empobrecerão ainda mais os trabalhadores, concentrando a riqueza nacional nas mãos de poucos e a economia, com isto, não se movimentará, estagnando a produção.

É com este raciocínio e tentando convencer o empresariado das indústrias plásticas, químicas e farmacêuticas de Criciúma e região de que é preciso uma grande demonstração de insatisfação de todas as camadas sociais com as propostas de reformas, que a diretoria do Sindicato dos trabalhadores do setor encaminhou correspondências aos sindicatos patronais para que também se engajem no movimento de greve geral do dia 28 de abril, paralisando suas produções.

“Adam Smith, filósofo e economista britânico, o pai da economia moderna, considerado o mais importante teórico do liberalismo econômico, defendia que o preço das mercadorias deveria descer e os salários deveriam subir e é exatamente ao contrário o que o governo vai fazer, se aprovar as reformas da previdência e trabalhista, pois estará tirando o poder de compra dos trabalhadores e é isto que estamos tentando mostrar aos patrões”, explicou Carlos de Cordes, o Dé, presidente do Sindicato profissional do segmento.

Os sindicatos patronais receberam um documento justificando esta posição, ressaltando a importância da mobilização nacional em protesto às mudanças e explicando as consequências de uma greve geral, inclusive às indústrias plásticas, químicas e farmacêuticas. Via e-mail, todas as empresas destes setores receberam cópias deste documento. “Serviços públicos, bancos, entre outros setores, vão parar e impedir, inclusive que o trabalhador possa chegar ao local de trabalho”, ilustrou Dé, esperando “bom senso” dos patrões aderindo ao manifesto nacional.

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