“Mulheres na Luta contra todo tipo de violência e Discriminação”

Força Sindical e UBM realizarão 3ª Marcha das Mulheres Marília

A União Brasileira de Mulheres – UBM e a Força Sindical Regional Marília,através do seu coordenador Irton Siqueira Torres, realizarão no próximo dia 07 de setembro, com início às 9 horas e saída em frente ao Espaço Cultural, na avenida Sampaio Vidal a 3ª Marcha das Mulheres Marília com o tema “Mulheres na Luta contra todo tipo de violência e Discriminação”. A nossa sociedade deve ser reavaliada, revista, refeita… excluir toda forma de preconceito, violência , discriminação, assédio moral e sexual, exploração, marginalização socioeconômica e cultural, que sofrem as mulheres; devemos romper as amarras que segundo teóricos como MARX e ENGELS, foram impostas pela sociedade; gerando a divisão sexual e do trabalho colocando a mulher em uma função meramente reprodutora, sem direitos e sem controle sobre seu corpo; uma propriedade; origem da opressão de gênero. Quando se trata das mulheres trabalhadoras, o contexto muda para pior; estas são mais oprimidas e discriminadas violentamente, sem direito de estudar; e se (o que é na maioria dos casos) possuem escolaridade maior que a do homem ganham menos; quando a mulher é negra o salario e as condições de trabalho são inferiores. Essas mulheres são as vitimas mais expostas à violência (de todas as formas), tendo o maior número de filhos, maior jornada de trabalho, menor chance a cargos públicos devido a baixa escolaridade; e temos também as variáveis que trazem maior desigualdade social quando se trata da cor, raça e etnia ou orientação sexual sobre o gênero feminino. O machismo é a expressão sociocultural que afirma ainda mais esta desigualdade como uma das formas de opressão mais violenta que mata milhões de mulheres no mundo inteiro, o Brasil está entre os dez países com maior número de homicídios femininos (dados de 2006 e 2010), o homicídio contra as mulheres em sua maioria é cometido por homens com quem a vítima possui uma relação afetiva, utilizando arma de fogo ou objeto cortante/penetrante e realizado dentro de seus lares, trabalhos, locais de convívio com parentes e amigos. As mulheres negras, encontram-se mais expostas a diversas formas de violência e mecanismos de exclusão na sociedade, e nas políticas públicas ainda são pouco consideradas, tem maior dificuldade de acesso, correm risco seis vezes mais do que as mulheres brancas por morte materna, pois muitos profissionais da saúde, acreditam que por ser negra a mulher é mais resistente a dores sofridas na hora do parto, tendo direito a menos anestesia do que as mulheres brancas, inclusive a sua expectativa de vida é menor do que as brancas (IPEA). É necessário o reconhecimento do papel do Estado na elaboração de políticas capazes de reduzir o impacto dessas formas de discriminação na vida dessas mulheres. É com base na luta histórica da mulher que a UBM e a Força Sindical Regional Marilia convida toda a sociedade mariliense a participar da luta por uma vida sem violência e discriminação; é hora de cobrar as autoridades publicas, é hora de dar um BASTA! Que nos resta é lutar e continuar denunciando esta realidade!

Propostas para o Poder PUBLICO de Marília (Judiciário, executivo, legislativo)

1. Nomeação da Coordenadoria de Politicas para a População Negra de Marília

2. Pela Desvinculação da Delegacia da Mulher no prédio da POLICIA CIVIL, entendemos que é um retrocesso e a DDM precisa garantir um atendimento de especialidades com mais profissionais capacitados e um local único para atendimento, com total discrição e segurança tanto para a vítima quanto para os profissionais.

3. Mais orçamento para fortalecer a Coordenadoria de politicas para as Mulheres

4. Criação do Centro de REFERENCIA (com casa de passagem) de atendimento a violência contra a mulher; fortalecimento e qualificação dos profissionais da articulação da REDE MULHER

5. Criação de uma Clinica Publica para Mulheres químico-dependentes.

6. Proposta de destinar uma porcentagem de residências do Programa “Minha Casa, Minha Vida” para mulheres em situação de violência domestica na cidade de Marilia.

7. Ampliação de creches/berçarios de período INTEGRAL, que atendam as mulheres trabalhadoras

8. Politicas de geração de renda e trabalho para as mulheres moradoras de rua.

9. Mais campanhas de enfrentamento a violência contra a mulher em nossa cidade.

10. Mais especialista na área da saúde da mulher GINECOLOGIA E MASTOLOGIA pelo SUS, que hoje não se encontra técnicos e principalmente para manutenção e manuseio do mamógrafo, além da necessidade de mais um MAMOGRAFO temos 2 a disposição do MUNICIPIO, enquanto o setor privado possui 08 mamografos.

11. RETOMADA de mutirões da Saude da MULHER, sendo aos finais de semana PARA A MULHER TRABALHADORA TER ACESSO AOS SERVIÇOS DE SAÚDE PUBLICA.

12. Cumprimento da LEI 40/2014- que dispõe sobre parada obrigatória após as 22h para mulheres, idosos e deficientes no transporte publico de Marília.

13. Profissionais da Psicologia no NAM (Núcleo de Apoio Multidisciplinar) na DDM de Marilia, para atender mulheres e crianças e idosos vitimas de qualquer tipo de violência além dos agressores.

14. Fortalecer o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher(sede, recursos humanos)

15. Criação de uma Vara especifica a Violência Domestica no Fórum de Marília

16. Capacitação dos Profissionais da Saúde para atender as especificidades da saúde da mulher negra.

17. Melhorar os serviços de transporte publico para as áreas rurais(distritos) tendo mais linhas de atendimento para o acesso ao lazer e cultura.

18. Fortalecer os projetos sociais de geração de renda pelas entidades e ONG’s que empoderam mulheres de comunidades carentes criando uma rede articulação para enfrentamento a pobreza e a violência.

19. Campanhas de combate ao assédio moral e sexual sofridos pelas trabalhadoras.

fonte:Chicoassessoria&comunicaçãosindical

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