Trabalhadores lotam Praça da Sé no Dia Nacional de Mobilização e Luta

novembro 10, 2017 No Comments »
Trabalhadores lotam Praça da Sé no Dia Nacional de Mobilização e Luta

Em diversas regiões do Brasil (Minas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Amazonas, Pernambuco e Sergipe)  ocorreram manifestações

Luís Alberto Alves/CNTQ

O calor não impediu que milhares de trabalhadores ocupassem a Praça da Sé, Região Central da capital paulista, hoje (10) de manhã no Dia Nacional de Mobilização e Luta.  Estiveram presentes as centrais Força Sindical, CUT, CSB, NCST, Conlutas, CTB, Intersindical e UGT e a CNTQ (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Químico) entre outras entidades.

Para o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalvez, o Juruna, a unidade começou a fazer a diferença. “É disto que precisamos contra o governo que toca o barco apenas a favor dos empresários”, disse. O presidente da Fequimfar (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Est. de São Paulo) e 1º secretário da Força Sindical, Sergio Luiz Leite, o Serginho,  disse que a luta é contra a reforma e por um Brasil melhor”, frisou.

Na avaliação de Atenágoras Lopes, da executiva da Conlutas, o caminho para derrotar o governo Michel Temer é fazer greve geral caso surja ameaça de votar a reforma da Previdência. O presidente da NSCT, José Calixto Ramos, destacou que na história não há sindicalismo forte e atuante sem união. “A luta prosseguirá em diversas regiões do Brasil. Não podemos concordar com uma lei que só retirou direitos trabalhistas”, afirmou.

A palavra unidade também esteve na boca do presidente da UGT, Ricardo Patah. “Ela expressa a nossa união para superar a política liberal deste governo. Os artigos da Lei 13.467/2017 são criminosos. Como é possível permitir uma mulher grávida trabalhando em locais perigosos”?, questionou.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, também ressaltou que não existe opção de garantia de direitos, sem enfrentamento contra o governo. “O problema é político. O golpe foi para retirar direitos, não conseguiram completar o serviço, porque essa lei não pegará no chão de fábrica”, explicou.

Em diversas regiões do Brasil (Minas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Amazonas, Pernambuco)  ocorreram manifestações, sempre num local histórico de luta. Segundo o presidente da Ferquimfar (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Ramo Químico, Farmacêutico e Material Plástico do Estado do Rio de Janeiro) e secretário-geral da Força Sindical RJ, Isaac Wallace de Oliveira, no Rio de Janeiro os protestos começaram perto das 6h numa das da ponte Rio/Niteroi. O mesmo se repetiu na Avenida Francisco Bicalho, uma das principais vias de acesso ao Centro do Rio. O fechamento é num ato unificado da Candelária à Cinelândia, a partir das 16h.

Em Sergipe, os propagandistas, propagandistas vendedores de produtos farmacêuticos, por meio da diretoria da Feprovenone, sob comando do presidente e secretário da CNTQ, Fernando Oliveira, também foram às ruas neste Dia Nacional de Mobilização contra a Lei 13.467/2017 que entra em vigor a partir deste sábado, prejudicando os trabalhadores, porque retira da CLT várias conquistas obtidas nestas últimas décadas.

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