‘Para o pobre, R$ 100 fazem falta’: o que pensam 3 desempregados que terão seguro taxado pelo governo

*BBC

Leandro MachadoDa BBC News Brasil em São Paulo

24 novembro 2019

Blanca Monje Uribe, Rosivaldo da Silva e Jéssica dos Santos perderam o emprego recentemente
Image captionBlanca Monje Uribe, Rosivaldo da Silva e Jéssica dos Santos perderam o emprego recentemente

Os três ficaram desempregados recentemente. Parados, eles precisam do chamado seguro-desemprego para pagar as contas e, na pior das hipóteses, sobreviver quando o bolso apertar.

Mas Blanca Monje Uribe, Rosivaldo da Silva e Jéssica dos Santos, três trabalhadores recém-demitidos, podem ter um obstáculo a mais nesse momento de dificuldade: o governo de Jair Bolsonaro decidiu criar uma alíquota de 7,5% sobre o seguro-desemprego de milhões de brasileiros — as contribuições serão contabilizadas para o tempo de aposentadoria de cada pessoa.

Na prática, a nova contribuição diminui o valor do benefício. Hoje, quando um trabalhador é demitido sem justa causa, ele recebe o seguro em cinco parcelas, sem o desconto.

A ação, chamada de Programa Verde Amarelo, faz parte de um pacote lançado neste mês pelo governo —a Medida Provisória 905— e apelidada de “minirreforma trabalhista”. O projeto promete criar 1,8 milhões de empregos formais nos próximos três anos. Ele já está valendo, mas o texto ainda pode ser modificado pelo Congresso.

A nova taxa vai arrecadar R$ 12 bilhões em cinco anos e suprir o desfalque que o Verde Amarelo causará nas contas do governo, pois o programa de Bolsonaro promete reduzir a carga de impostos para o empregador que contratar jovens entre 18 e 29 anos. Além da contribuição para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), as empresas não precisarão recolher tributos para o Sistema S, salário-educação, entre outros.

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