Lucro líquido da Bunge cresceu 141,1% no 2º trimestre

Companhia de agronegócios reportou lucro de US$ 516 milhões

*Valor / Por Fernanda Pressinott, Valor — São Paulo

29/07/2020 09h04  


A Bunge, uma das maiores companhias de agronegócio do mundo, teve um lucro líquido de US$ 516 milhões no segundo trimestre de 2020, crescimento de 141,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Por ação, o lucro ficou em US$ 3,47 ante US$ 1,43 na mesma comparação.

Bunge teve um excelente segundo trimestre, disse o CEO Gregory Heckman — Foto: Divulgação
Bunge teve um excelente segundo trimestre, disse o CEO Gregory Heckman — Foto: Divulgação

No acumulado de seis meses, o lucro líquido da Bunge somou US$ 332 milhões ante US$ 259 milhões um ano antes.

A receita do grupo no segundo trimestre somou US$ 2,13 bilhões, com recuo anual de 3,5%. No acumulado dos seis meses, a receita ficou estável em US$ 4,5 bilhões.

O resultado antes de juros e impostos (Ebit) ficou em US$ 738 milhões, ante US$ 354 milhões um ano antes. O que a Bunge chama de core Ebit, isto é, o lucro operacional com as principais atividades da empresa, somou US$ 943 milhões no segundo trimestre, crescimento 233,2%.

Em nota, Greg Heckman, CEO da Bunge, comentou: “A Bunge teve um excelente segundo trimestre, com forte desempenho em todos os nossos principais negócios, mantendo um foco nítido na segurança de nossa equipe. Percebemos o benefício de nossas decisões de gerenciamento de risco no primeiro semestre deste ano e conquistamos novos negócios com foco em inovação e abordagem colaborativa com os clientes”.

O segmento de agronegócios, que inclui as operações de grãos da companhia, registrou Ebit de US$ 843 milhões, ante US$ 211 milhões um ano antes. Nas oleaginosas, os maiores resultados do processamento de soja foram impulsionados pelas margens mais altas na América do Sul, Europa e Ásia, parcialmente compensadas pelas margens mais baixas na América do Norte.

Na área de açúcar e energia, a companhia registrou Ebit negativo de US$ 85 milhões, que já refletem as operações em conjunto com a BP. No segundo trimestre de 2019, o resultado também foi negativo em US$ 5 milhões.

O resultado dos negócios de óleos alimentares ao consumidor final foi positivo em US$ 51 milhões, 18,6% maior que um ano atrás. No negócio de moagem, o Ebit foi positivo em US$ 30 milhões, ante US$ 25 milhões um ano antes. E, em fertilizantes, de US$ 19 milhões, com alta de 90%.

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