Indústria Farmacêutica: um mercado em constante ascensão

fevereiro 27, 2019 No Comments »
Indústria Farmacêutica: um mercado em constante ascensão
*Panorama Farmacêutico

Na contramão de diversos setores da economia brasileira, o mercado farmacêutico vem despontando na lista de maior faturamento nacional. Para ter uma ideia, segundo o estudo da Sindusfarma sobre o perfil da indústria farmacêutica em 2018, fica claro que esse crescimento está relacionado ao aumento da expectativa de vida, maior preocupação com a saúde, avanços tecnológicos, crescimento no mercado de genéricos, gestão competitiva das indústrias, lançamentos, avanço da biotecnologia, fusões e aquisições, entre outros fatores.

A integração desses fatores resultou em um cenário favorável para o crescimento do setor. Dados da Interfarma(Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) mostram que, no Brasil, o mercado farmacêutico teve um período de auge nos últimos dez anos, com crescimento médio acima de dois dígitos.

Nesse contexto, o mercado brasileiro atingiu R$ 62 bilhões em 2015, o sétimo maior mercado mundial. Mesmo com perspectivas estáveis para a economia brasileira, dados das principais consultorias internacionais ainda estimam crescimento de 7,9% a.a. entre 2015 e 2020 para o segmento de varejo.

Crescimento da indústria farmacêutica

Falando sobre o crescimento do mercado no país, um estudo feito pela Interfarma revela que o Brasil subiu duas posições no ranking global, tornando-se o sexto maior mercado farmacêutico do mundo, atrás dos Estados Unidos, da China, do Japão, da Alemanha e da França.

O aumento da capacidade produtiva, abertura de novas plantas, estratégias de internacionalização e números de crescimento positivo divulgados pela indústria farmacêutica colaboram para a formação desse mercado em constante ascensão.

Abertura de novas plantas

Para o setor continuar com o crescimento acelerado, além de investimentos sólidos, é perceptível que as empresas seguem gerenciando fatores que influenciam significativamente no cenário industrial, como a abertura de novas plantas dentro e fora do país.

A Biolab Farmacêutica, laboratório com capital 100% nacional, investirá R$ 450 milhões em um moderno de complexo industrial para produção de 200 milhões de unidades/ano de várias classes de medicamentos, em Pouso Alegre, Sul de Minas Gerais.

O investimento deve ser concluído em quatro anos e a expectativa inicial é gerar 800 empregos diretos. Como explica Cleiton Castro Marques, CEO da Biolab, “o complexo de Pouso Alegre atenderá não apenas o mercado interno, mas também estará preparado para o atendimento dos mais exigentes mercados internacionais, como Estados Unidos e União Europeia, entre outros”.

Aproveitando o aquecimento do mercado, a Aché Laboratórios Farmacêuticos também entrou, com um investimento de R$ 500 milhões, na construção de sua unidade em Pernambuco, a quarta planta no País e a primeira no Nordeste. A seção deverá dobrar a escala da empresa no Brasil, com a produção de 700 milhões de caixas de medicamentos por ano.

Aumento da capacidade produtiva

A Hipolabor, por exemplo, espera um aumento de 50% para a linha de medicamentos injetáveis e de 100% na linha de comprimidos, ou seja, o aumento dessa capacidade produtiva evolui para mais contratações e a expectativa de aquecimento no setor e no mercado de trabalho da região.

“Serão investidos cerca de R$ 50 milhões em expansão da fábrica e R$ 20 milhões em pesquisa e desenvolvimento (P&D)”, completa Renato Alves, presidente da empresa.

Estratégias de internacionalização

Em um cenário de globalização, hoje empresas veem na projeção global uma oportunidade para expandir mercados e encontrar soluções inovadoras. O interesse em expandir os negócios também chega para a indústria farmacêutica, que vê da internacionalização uma estratégia para expansão de suas fronteiras, para atender aos mercados estrangeiros.

A Biolab inaugurou em outubro de 2017, o seu primeiro Centro de Pesquisa & Desenvolvimento, em Mississauga (Toronto, Canadá). A unidade recebeu investimentos iniciais de 56 milhões de dólares canadenses e será o coração do processo de internacionalização da empresa, especialmente para os mercados mais importantes do mundo, como Estados Unidos, Canadá e União Europeia.

“Essa nova estrutura da Biolab Canadá representa o nosso passo mais importante rumo aos mercados mais regulados e exigentes do mundo, como América do Norte e Europa. Com este centro de pesquisas, avançamos com segurança e firmeza em nosso planejamento estratégico de posicionamento global da empresa”, explica o CEO Marques.

Mais do que importação de produtos, o processo de internacionalização da indústria farmacêutica nacional eleva o potencial do mercado brasileiro para outros países, além ganhar agilidade nas pesquisas e desenvolvimento de novas moléculas e tecnologias.

“Até agora, os laboratórios farmacêuticos nacionais eram importadores de tecnologias. Com esse investimento, abrimos uma janela para mudar o status da Biolab no cenário internacional, com o desenvolvimento de produtos para fornecimento global e trabalho em sinergia com o Centro de P&D que temos no Brasil”, complementa Dante Alario Jr., CSO da Biolab.

A vantagem é de muito mais celeridade em várias pesquisas já em andamento, que passarão a ser realizadas em países de primeiro mundo. A Biolab é a primeira empresa 100% nacional a ter um centro de pesquisas no exterior.

Expectativas de crescimento

indústria farmacêutica hoje se encontra em um solo fértil com alto potencial de florescimento para colher bons frutos financeiros no futuro. Só em 2018, a Hipolabor cresceu 15% e a previsão para 2019 é de um crescimento de 20%, segundo a empresa.

Nesse sentido, cada indústria está desafiada, portanto, a decidir se pretende investir cada vez mais para aproveitar as demandas positivas que o mercado oferece para aplicar e obter sucesso. Fique sempre de olho nas movimentações e aberturas de novas plantas!

Fonte: Portal Science Talk NMB
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