Indicador da FGV sinaliza fraca geração de emprego nos próximos meses

agosto 7, 2018 No Comments »
Indicador da FGV sinaliza fraca geração de emprego nos próximos meses
*Folha de S.Paulo

Índice tem série de quedas consecutivas desde março, fato que não ocorria desde 2014

SÃO PAULO

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) recuou em julho pela quinta vez consecutiva, para o menor nível desde dezembro de 2016, sinalizando fraca geração de emprego nos próximos meses em meio à atividade econômica perdendo força, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira.

O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, recuou 0,8 ponto e chegou a 94,7 pontos no mês passado. O indicador vem registrando uma série de quedas consecutivas desde março, fato que não ocorria desde meados do segundo trimestre de 2014, período que marcou o início da crise econômica.

“O IAEmp continua sua trajetória de queda, convergindo para níveis próximos da média histórica prévia à crise (87 pontos). Este fato mostra que a geração de emprego ao longo dos próximos meses deverá ser mais modesta, relacionando-se com o crescimento econômico mais moderado do que o previamente esperado”, disse o economista da FGV/Ibre, em nota, Fernando de Holanda Barbosa Filho.

Quatro dos sete componentes do IAEmp registraram variação negativa em julho ante junho, com destaque para o indicador de Emprego previsto para os próximos três meses da indústria de Transformação, que recuou 11 pontos.

Ainda segundo a FGV, o ICD (Indicador Coincidente de Emprego), que capta a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, caiu 1 ponto em julho, para 96,1 pontos. Este é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego– quanto maior o número, pior o resultado.

ALVO DOS CORTES

A taxa oficial de desemprego do país ficou em 12,4% no segundo trimestre. O resultado representa queda em relação ao verificado no primeiro trimestre do ano, quando a taxa foi 13,1%. Os dados são da Pnad Contínua.

Apesar da desaceleração da taxa e das quase 400 mil vagas com carteira assinada criadas em 2018, segundo dados brutos do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), há categorias que ainda são alvo de cortes significativos. O destaque são os cargos dechefia.

Diretores, gerentes e supervisores —a linha de frente na cadeia de comando— continuam sendo demitidos mesmo após superado o período econômico mais crítico. No primeiro semestre deste ano, foram fechados quase 80 mil postos de chefia, após 90 mil vagas eliminadas em igual período do ano passado.

Views All Time

Views All Time
62
Views Today

Views Today
1