Folha de S.Paulo: Hillary ou Trump, o que muda para o Brasil, segundo economistas dos EUA

08/11/2016 03h00

Para o Brasil, Hillary Clinton e Donald Trump têm algo em comum: não importa quem se eleja presidente dos Estados Unidos, qualquer um deles deverá tornar o país ainda mais protecionista.

“Clinton declarou que protegerá o emprego de americanos. Trump também será mais nacionalista”, diz Renato Grandmont, diretor-geral de investimentos de América Latina em Nova York do UBS.

“Ela, pelo lado sindical, ele pelo de comércio externo”, acrescenta Grandmont.

“A virada nacionalista ocorrerá depois do governo Obama, que deu as costas para a América Latina e se voltou mais para a Ásia”, lembra Alejo Czerwonko, diretor de mercados emergentes.

Outro ponto em que os dois devem mexer é a PTP (Parceria Transpacífico).

“Hillary já mencionou isso, Trump também vai alterar as regras. Nossa equipe tem dificuldade de entender as medidas que ele adotaria porque vários pontos não foram esclarecidos, e não apenas da PTP”, diz Czerwonko.

“Vai piorar para os países participantes”, frisa Grandmont. “Não será bom para o Brasil, mesmo que ele não esteja no grupo, porque o comércio com os EUA, em geral, ficará mais difícil.”

À pergunta “quem será pior para o Brasil?”, o diretor de um banco americano responde com a pergunta: “Quem trará mais estabilidade?”.

“É óbvio que Trump é o pior. É quem vocaliza mais o protecionismo”, diz um executivo de outra grande instituição financeira nos EUA.

com FELIPE GUTIERREZ, TAÍS HIRATA e IGOR ITSUMI

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