Empresas dificultam negociação no Rio Grande do Sul

outubro 25, 2017 No Comments »
Empresas dificultam negociação no Rio Grande do Sul

O mesmo acontece com o setor plástico, data-base 1º de setembro, onde a reivindicação é 1,73% (reposição da inflação) mais 5% de aumento real e manutenção de todas as cláusulas

Luís Alberto Alves/CNTQ

Larri: “Todas as nossas negociações estão paralisadas”

No Rio Grande do Sul qualquer semelhança entre carne de pescoço e negociação salarial no setor químico não é coincidência. O presidente da Fequimfars (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Rio Grande do Sul) e 1º vice-presidente da CNTQ (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Químico), Larri dos Santos, disse que as negociações estão paralisadas.

“No segmento de biodiesel, data-base 1º de agosto, os patrões estavam querendo colocar um aditivo para prorrogar a convenção coletiva até novembro, quando entra em vigor a Lei 13.467, da famigerada reforma trabalhista. Não aceitei. Reivindicamos reposição da inflação (2,08%) mais 5% de aumento real e manutenção de todas as nossas cláusulas”, explicou.

O mesmo acontece com o setor plástico, data-base 1º de setembro, onde a reivindicação é 1,73% (reposição da inflação) mais 5% de aumento real e manutenção de todas as cláusulas. “Também tudo se encontra parado. Em 1º de novembro, data-base dos químicos, fertilizante e farmacêuticos, nossa pedida é reposição da inflação, mais 5% de aumento real e manutenção de todas as cláusulas”, afirmou.

Larri desconfia que o empresariado aguarda a entrada em vigor da Lei 13.467/2017, para retirar todos os direitos que os trabalhadores têm garantidos na CLT. “Hoje com sindicatos, muitos patrões desonestos procuram ludibriar os funcionários, imagina quando as homologações ocorrerem na própria empresa”?, questionou.

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