Economista do Dieese revela que alta rotatividade é constante na categoria dos propagandistas

agosto 10, 2017 No Comments »
Economista do Dieese revela que alta rotatividade é constante na categoria dos propagandistas

Dos 13 mil trabalhadores desta categoria, 9.015 têm formação universitária. Infelizmente, o tempo de emprego do propagandista em 2015 foi de três anos

Luís Alberto Alves/Comunicação CNTQ

O economista do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Daniel Ferrer, revelou hoje (8) no Enprovend (Encontro Nacional dos Propagandistas Vendedores), na colônia de férias do Sindicato dos Borracheiros de SP, em Praia Grande, a exemplo do que ocorre com outras categorias; os propagandistas sofrem com a alta rotatividade da mão de obra. O tempo de emprego dos profissionais deste segmento girou em torno de três anos em 2015. No primeiro semestre de 2017, 1.800 foram demitidos e contratados 1.700 para ganhar menos. Confira no link

“Eles atuam em diversas regiões do País, mas curiosamente na Rais (Relação Anual de Informações Sociais) o registro deste funcionário não é nestes locais, mas na base onde está a empresa (por exemplo o trabalhador exerce a função em Sergipe para determinado laboratório cuja matriz fica em SP, porém neste documento ele figura como se trabalhasse neste local, quando deveria ser o contrário). É fácil descobrir isto pois a Rais revela o município de prestação de serviço deste empregado”, disse.

Segundo Daniel, quando se analisa o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e a Rais (Relação Anual de Informações Sociais), é possível descobrir que o propagandista é uma categoria diferenciada, apesar de grande parte das empresas não contabilizarem nos documentos específicos essa particularidade.

“A escolaridade é elevada, com remuneração média de R$ 10.049,00; a idade varia de 30 a 39 anos, 60% são do sexo masculino; a escolaridade inicial é Ensino Médio completo e a grande concentração do setor é funcionário com Ensino Superior. Dos 13 mil trabalhadores desta categoria, 9.015 têm formação universitária. Infelizmente, o tempo de emprego do propagandista em 2015 foi de três anos”, finalizou.

 

 

 

 

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